CAIR DA TARDE

Céu vermelho. Sol se esconde!
Moça se lava. Radio que toca.
Noite vem pura, e se mistura. Luzes!
Chaleira! Fumaça! chaminé.

Homem cansado descansa!
Descansada criança brinca!
Devota mulher fervorosa ora.
Saudades das tardes de outrora.


No caco, torra café a velha.
Na velha casa de “adobo”
Na casa estreita e comprida
Rede na sala estendida.

Gato que mia pidão!
Pixane enjoado da gota.
O rapaz, a melhor roupa,
lá vai lindo a donzela namorar.

Que cair de tarde doce
Foi a minha infância.

(Elton de Jesus)